quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O que você deve saber sobre Habilidades Auditivas

Para adquirir a fala, inicialmente a criança deve desenvolver algumas habilidades auditivas. São elas: detecção, discriminação, reconhecimento e compreensão.

Trabalhar com ATENÇÃO e com a MEMÓRIA para os sons é muito importante para que as habilidades auditivas e linguagem se desenvolvam bem!

Mas o que é cada uma delas?
  • Detecção: Habilidade de perceber ausência e presença de sons;
  • Discriminação: Habilidade de diferenciar dois ou mais sons e perceber se são iguais ou diferentes;
  • Reconhecimento: Habilidade na qual a criança deve ser capaz de reconhecer os sons nomeando-os, identificando a sua fonte e saber o que o produziu;
  • Compreensão: Habilidade de responder perguntas, recontar histórias e seguir instruções.
Se seu filho (a) é portador de alguma deficiência auditiva e faz uso de dispositivo auxiliar de audição (AASI/ Implante Coclear) existem algumas dicas que irá ajudá-lo a melhorar a comunicação com ele. São elas:

- Fale no mesmo nível da face da criança;
- Fale próximo ao microfone do dispositivo;
- A voz sussurrada permite ênfase maior nos sons agudos.

Algumas dicas:
  • Para que seu filho (a) desenvolva as habilidades auditivas é necessário ter certeza de que ele está ouvindo, para isso verifique se o dispositivo auxiliar de audição dele (a) está funcionando adequadamente;
  • Motive seu filho (a) a usar o dispositivo auxiliar de audição(AASI/ Implante Coclear);
  • Os pais devem ajudar a criança a dar significado aos sons. Ouvir deve ter sempre uma razão!
  • Ajude seu filho (a) a aprender a escutar, motivando e praticando sempre;
  • Chame seu filho (a) somente quando quiser conversar ou tiver algo a falar com ele! Evite testar a audição o tempo todo...
  • Quando um barulho (cachorro latindo, pessoas conversando, chuva, carro, etc.) estiver acontecendo no ambiente, coloque o dedo próximo à sua orelha e chame a atenção da criança para estes sons!


 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ABC da Audição Infantil

O Audiograma

É o registro escrito do quanto o seu filho é capaz de ouvir (níveis de intensidade). Ele é um gráfico que mostra como um determinado som precisa ser ouvido em tons diferentes. No diagrama abaixo, você pode perceber que o discurso ocorre numa faixa de 30 dB de intensidade, sendo o som "f" como um dos mais suaves (ex. Fui) e o "l" como um dos mais fortes. Isso significa que crianças com perda auditiva podem "ouvir" muitas vezes quando alguém está falando, mas podem não entender esses sons da fala de forma clara a ponto de não conseguir diferenciar uma palavra da outra.

Perda Auditiva na Infância

É o comportamento da audição que reduz a capacidade da criança de ouvir e entender a fala, dificultando sua comunicação e afetando diretamente seu processo de aprendizagem.

Os primeiros 4 anos de vida são críticos para o desenvolvimento da fala e da linguagem. Portanto a identificação precoce da perda auditiva é fundamental.

Causas da Perda Auditiva


A causa exata da perda auditiva em uma criança pode ser difícil de se identificar. Pode ser devido à alterações genéticas, uma infecção que a mãe tenha adquirido no período gestacional ou medicamentos utilizados pelo bebê em prol de alguma enfermidade após o nascimento. Além disso, ela pode aparecer juntamente com outras intercorrências durante o nascimento.

Sinais e Sintomas
  • Falta de atenção e/ou dificuldades comportamentais;
  • Baixo rendimento escolar;
  • Isolamento e/ou agitação;
  • Frequente uso de expressões "Hã" / "O que?";
  • Sentar próximo à televisão mesmo quando o volume estiver alto;
  • Virar a face para uma determinada orelha quando outra pessoa estiver falando com ela;
  • Não se assustar com sons intensos;
  • Utilização constante do apoio visual: observar a face de quem fala durante a conversa;
  • Não conseguir localizar, com precisão, a fonte sonora.




terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A importância da audição no desenvolvimento da Linguagem

A linguagem é desenvolvida e não ensinada.

Todas as crianças levam cerca de 1 ano para adquirir palavras específicas e entender como a linguagem é utilizada, mesmo antes de falar a primeira palavra. Conforme elas crescem, aprendem a expandir seu vocabulário e conceitos conhecidos, ao ouvir explicações e instruções, ou através de respostas às suas perguntas. Elas aprendem com o que ouvem ao seu redor. Quanto mais linguagem a criança puder entender, melhor será para ela se expressar.

A seguir veremos as fases do desenvolvimento de linguagem em crianças com audição e desenvolvimento normais:

0 - 3 meses:
  • Assusta-se com sons altos;
  • Tranquiliza-se com a voz do cuidador.
3 - 6 meses:
  • Reage ao som da voz;
  • Gira os olhos e cabeça em direção à fonte sonora.
7 - 10 meses:
  • Responde ao próprio nome;
  • Entende palavras comuns (não, mamãe, papai);
  • Movimenta a cabeça em direção a sons familiares.
11 - 15 meses:
  • Localiza ou aponta para objetos familiares quando solicitado;
  • Imita e combina sons com sua própria fala;
  • Entende palavras, através de respostas apropriadas (Onde está o cachorro?...) 
15 - 18 meses:
  • Identifica as coisas em repostas a questões, tais como partes do corpo;
  • Utiliza poucas palavras, ainda sem pronúncia correta, mas com significado claro;
  • Segue instruções simples.
2 anos:
  • Entende perguntas sim/não;
  • Utiliza palavras do dia-a-dia; gosta de ver figuras e mostrá-las nos livros;
  • Interesse por rádio e televisão;
  • Junta palavras para formar sentenças simples;
  • Gosta de músicas;
  • Vocabulário com aproximadamente 270 palavras.
3 anos:
  • Entende e utiliza verbos simples, pronomes e adjetivos;
  • Localiza fonte sonora automaticamente;
  • Frequentemente utiliza sentenças completas;
  • Vocabulário com aproximadamente 1000 palavras.
4 anos:
  • Descreve algumas experiências recentes;
  • Descreve eventos e relata 2 fatos na ordem que aconteceram;
  • Nomeia seus próprios desenhos;
  • Vocabulário com aproximadamente 1500 palavras.
5 anos
  • Fala inteligível;
  • Constrói orações com 5 a 6 palavras;
  • Utiliza o tempo presente, passado, futuro nos verbos;
  • Articula corretamente todos os fonemas;
  • Vocabulário com aproximadamente 2000 palavras.
6 anos
  • Nomeia os dias da semana e conta de 1 a 30;
  • Conta uma história de 4 a 5 fatos;
  • Inicia o processo de leitura e escrita;
  • Sabe o significado e usa corretamente as palavras "hoje", "ontem" e "amanhã";
  • Relata experiências diárias.
7 anos
  • Interessa-se pela escrita e pelo significado das palavras;
  • Conversa muito ao telefone;
  • Capaz de apontar semelhanças existentes entre 2 objetos simples.
8 anos:
  • Grande interesse pela leitura;
  • Usa gírias;
  • Capaz de apontar as semelhanças e diferenças entre objetos simples;
  • Capaz de verbalizar idéias e problemas.
9 - 12 anos:
  • Já possui linguagem socializada;
  • Fala fluente como o adulto;
  • Utiliza a linguagem para expressar emoções.
Qualquer alteração no desenvolvimento de linguagem de sua criança, você deve procurar a orientação do profissional especializado. Fale com o Fonoaudiólogo!



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Triagem Auditiva Neonatal - É lei federal

No dia 02/08/2010, o presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei 3842/97 de autoria do senador Inácio Arruda que tornou obrigatório a realização do exame Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA), popularmente conhecido como Teste da Orelhinha.

Inicialmente o exame era realizado apenas nos bebês considerados de alto risco, ou seja bebês prematuros ou quaisquer outros neonatos que permaneceram internados em UTIs neonatais.

Em algumas cidades do Brasil, o exame já era realizado regido por leis municipais. Os hospitais do SUS foram os pioneiros ao aderirem a lei, beneficiando todos os neonatos, e os hospitais privados estão se adaptando à nova realidade.

A realização do exame é tranquila. Trata-se de um procedimento não invasivo e indolor. O profissional utiliza um aparelho específico Emissões Otoacústicas Evocadas, insere a oliva no conduto auditivo - ouvido externo do recém- nascido e aciona o aparelho, este libera um estímulo sonoro que percorre o ouvido e estimula a cóclea e posteriormente o aparelho capta a resposta do ouvido.

O exame é considerado passa-falha e como rotina é realizado o reteste da orelha que falhou em um intervalo de 10 a 15 dias. É comum exames realizados em alta hospitalar precoce falhar, devido à presença de vérnix dentro do conduto auditivo ou na região externa do pavilhão auricular, o intervalo sugerido para a realização do primeiro reteste é suficiente para que haja absorção da substância e obtenha-se resposta positiva do exame. Nos casos onde o exame é negativo após o primeiro reteste, faz-se o agendamento de outro com mais 15 dias de intervalo, caso falha novamente, o paciente é encaminhado para avaliação auditiva mais específica, rotineiramente se utiliza o PEATE (Potencial Auditivo Evocado de Tronco Encefálico, também conhecido como "Audiometria de Tronco Encefálico", trata-se de um registro de atividade elétrica do sistema auditivo a nível periférico e central. Ao finalizar diagnóstico o paciente é encaminhado para protetização e reabilitação profissionais.

O Teste da Orelhinha beneficia e continuará beneficiando milhares de pacientes que antes à Lei eram diagnosticados com surdez por volta dos 3 anos ou mais e por ser descoberto tardiamente muitas vezes não tinham a chance de adquirir um estímulo adequado e satisfatório de fala e linguagem.









terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Áreas de Atuação do Fonoaudiólogo

  • AUDIOLOGIA: Saúde da audição e do equilíbrio em todas as etapas da vida; diagnóstico e (re) habilitação de deficiências auditivas, indicação e acompanhamento do uso de próteses auditivas e implantes cocleares. 

  •  LINGUAGEM: Desenvolvimento da linguagem oral e escrita, dificuldades para falar ou perda da fala e problemas na aprendizagem.

  • VOZ: Tratamento dos problemas na voz e como fazer para mantê-la saudável. Atua com os profissionais da voz.  


  • MOTRICIDADE OROFACIAL: Alterações na musculatura facial e nas funções de sucção, deglutição, mastigação,respiração e fala.

  •  DISFAGIA: Dificuldades na alimentação, principalmente para engolir. 

  • FONOAUDIOLOGIA EDUCACIONAL: Ações e programas que otimizem o processo ensino-aprendizagem, envolvendo a promoção da saúde do professor e alunos.

  • SAÚDE COLETIVA: Conhecimentos e ações voltadas para a proteção, prevenção e promoção da saúde fonoaudiológica da população.