sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Campanha Nacional da Amamentação: Saúde, o Seio da Questão!

A partir dessa sexta-feira (01), os Conselhos Regionais e o Conselho Federal de Fonoaudiologia promovem ações socioeducativas por todo o país com o intuito de divulgar a Campanha Nacional da Amamentação, para ressaltar a  importância e o papel do fonoaudiólogo para auxiliar a mãe a amamentar o bebê. O dia mundial de aleitamento materno é comemorado no dia 1º de agosto.

A amamentação é um aprendizado para a mãe e o bebê, fortalece os laços afetivos e é fundamental para que a criança cresça saudável. O fonoaudiólogo é  o profissional capacitado para orientar na amamentação, auxiliando no posicionamento do bebê e na pega adequada do seio materno.

O ato de amamentar promove um bom desenvolvimento da comunicação oral,   prevenindo problemas de mastigação, musculatura facial, deglutição e respiração.

O Conselho Regional de Fonoaudiologia- 8ª região (Crefono 8) vai distribuir folders e cartazes para divulgar a campanha e conscientizar as mães da importância de amamentar o filho e para que saibam  como o fonoaudiólogo pode ajuda-las caso o bebê tenha dificuldade de se alimentar com o  leite materno. 
Esta iniciativa é muito importante para que as pessoas conheçam a atuação do fonoaudiólogo ao auxiliar as mães que possuem dificuldades de amamentar os bebês.

A Organização Mundial de Saúde (OMS)  recomenda que os recém-nascidos   recebam exclusivamente leite materno durante os primeiros seis meses de idade. Depois dos seis meses, o bebê deve começar a receber alimentação complementar segura e com os nutrientes adequados, juntamente com a amamentação, até os dois anos de idade – ou mais.

O bebê precisa de estimulação e cuidado individualizado para começar a sugar. A mãe também deve ser orientada sobre as vantagens do aleitamento materno e sobre as formas e posições adequadas de oferecer o seio. O fonoaudiólogo tem papel essencial na equipe multiprofissional, ao contribuir para o desenvolvimento saudável da criança, o ganho de peso do recém-nascido e a diminuição do tempo de internação.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Você entende o que é Desvio fonológico?


Você conhece algum portador de Desvio fonológico? Pode-se dizer que o mais famoso deles é o personagem de Maurício de Sousa, o Cebolinha, conhecido por trocar a letra “R” por “L”, além de roubar o coelhinho da Mônica. Esse é um caso clássico de Desvio fonológico, um distúrbio de fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras e pela má pronunciação, seja omitindo, acrescentando, trocando ou distorcendo os fonemas.

 As trocas mais comuns são:
 -P por B;
- F por V;
- T por D;
- R por L;
- F por S;
- J por Z;
- X por S.

Até os quatro anos, pronunciar as palavras de forma errada é considerado normal, mas, após essa idade, continuar falando mal pode acarretar sérios problemas, inclusive na escrita. Uma opção é fazer o trabalho preventivo à alfabetização, evitando dificuldades escolares. Caso a criança use chupeta, mamadeira ou chupe dedo por tempo prolongado, este hábito pode estar causando flacidez muscular e postura indevida da língua, o que pode estar contribuindo para o estabelecimento do distúrbio.

Vale ressaltar algumas dicas para não ajudar a desenvolver esse distúrbio. Em muitos casos, os tios, avós, pais, enfim, acham graça quando a criança fala de forma errada, mas é importante não achar fofo e sempre corrigi-la. Falar certo diante da criança, para que ela cresça sabendo e se habituando ao correto. O professor deve articular bem a palavra, fazendo com que os fonemas estejam claros. Ao perceber em sala de aula que um determinado aluno não está pronunciando bem, deve procurar os pais e comunicá-los. E, como a fala é um ato motor elaborado, troque informações com os professores de educação física, que observam melhor o desenvolvimento psicomotor do aluno. O professor deve tomar muito cuidado na hora da correção, para o aluno não se sentir inferiorizado, por isso a necessidade e importância do fonoaudiólogo no tratamento.

Cada caso exige um procedimento particular para o tratamento do Desvio fonológico mas o trabalho do fonoaudiólogo sobre a falha e dificuldade é indiscutível.  A criança será trabalhada e estimulada para desenvolver algumas competências como a sensação e a capacidade de sentir os sons; percepção, ou seja, a aptidão para reconhecer o som; e a elaboração, que é a capacidade de reflexão sobre os sons percebidos. A partir daí, falamos da autoconfiança, bom relacionamento, crescimento pessoal. 

O Desvio fonológico tem tratamento, e, para isso, uma equipe interdisciplinar de profissionais baseado em psicopedagogo, fonoaudiólogo, psicólogo entre outros, tem muita importância para o resultado positivo.

Agora é lei - Teste da Linguinha passa a ser obrigatório

Procedimento capaz de detectar se a criança tem “língua presa” deverá ser feito nos recém-nascidos em todos os hospitais e maternidades.
Para a presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Irene Marchesan, é uma conduta simples que pode fazer grande diferença na vida das crianças.
O frênulo da língua é uma membrana que liga a língua à parte inferior da boca. Todos têm a membrana, mas em alguns casos é maior do que o normal, o que popularmente é conhecido como língua presa.
A Lei 13.002, que torna obrigatório o teste da linguinha, foi publicada na última semana e entra em vigor 180 dias após a publicação. 
De acordo com a fonoaudióloga Irene Marchesan, a avaliação é muito importante porque pode detectar se existe algo fora do normal, o que possibilita fazer o procedimento para cortar a membrana antes que ela dificulte a vida da criança.
 
Amamentação
“O primeiro problema de ter o frênulo preso é que a criança vai ter dificuldade ao mamar, podendo deixar o peito precocemente. Um segundo problema é no desenvolvimento da criança, que pode ficar com a fala alterada e com dificuldades para mastigar”, explicou Irene Marchesan.
A fonoaudióloga diz que os efeitos do procedimento para acabar com a língua presa não são os mesmos quando a criança é maior, por isso a importância de fazer no recém-nascido. Segundo ela, o procedimento é simples, e alguns pediatras fazem na hora em que a criança nasce, antes de entregá-la à mãe.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Você sabe o que é o Autismo?

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que pode ser identificado na infância.

Vejamos algumas características fundamentais:


O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.
Os estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.

 Como se dá o diagnóstico do autismo?

O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente. 

Existe tratamento para o autismo?

Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.
Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem outras doenças associadas.

Agora que você já conhece sobre o autismo, e tem alguém em sua família que é autista, segue algumas recomendações:
  • Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;
  • É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;
  • Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;
  • Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;
  • Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade.
Para mais informações procure um profissional especializado.


AUTISMO: MAIS AMOR, MENOS PRECONCEITO! 

terça-feira, 18 de março de 2014

O que é o Distúrbio Específico de Linguagem (DEL) ?

O termo Distúrbio Específico de Linguagem (DEL)  refere-se a crianças que apresentam dificuldade em adquirir e desenvolver habilidades de linguagem na ausência de deficiência mental, déficits físicos e sensoriais, distúrbio emocional severo, fatores ambientais prejudiciais e lesão cerebral. 
Apesar da inexistência de fatores biológicos que justifiquem o comprometimento de linguagem, há evidências da presença de um componente genético determinante nesta patologia, ainda que de origem e localização
incertas.

Reconheça alguns sintomas:
  • A criança demora mais que o normal para falar;
  • Aprende palavras isoladas mas não consegue formar frases;
  • Demora a aprender a ler (dificuldade para relacionar a fala com a escrita);
  • Tem dificuldades para compreender o que escuta;
  • Hesita ao falar como se estivesse gaguejando;
  • Não consegue aprender a conjugar verbos e tem vocabulário restrito;
  • Troca a ordem das palavras na frase; 
  • Troca sons na fala;
  • Ninguém entende o que ela tenta dizer.

CASO NOTE QUE A CRIANÇA APRESENTA ALGUNS DESSES SINTOMAS, PROCURE UM FONOAUDIÓLOGO!

Você sabe como limpar os seus ouvidos de forma adequada?

Saiba qual é a melhor maneira de higienizar seus ouvidos para não correr riscos e complicações!

Limpar o ouvido com o cotonete e sem orientação médica pode comprometer a audição e provocar a perfuração do tímpano. Por isso, é preciso ficar atento no momento da limpeza para evitar problemas futuros. 

A higienização malfeita pode empurrar a cera para o interior do ouvido, provocando dor, inchaço e até surdez.

Os cotonetes devem ser deixados de lado, pois eles removem por completo a cera, o que não é recomendado, visto que a cera é proteção para os ouvidos.

Cotonetes devem ser utilizados apenas para limpar a região externa da orelha, não introduzindo jamais dentro do canal auditivo.

Além do mais, chaves, palitos, tampas de canetas e demais objetos jamais devem ser utilizados para limpar o ouvido ou coçar essa região, evitando, assim, riscos de perfuração e ferimentos.

Para fazer uma correta higienização e evitar traumatismos, prefira a limpeza com uma toalha macia enrolada no dedo mindinho, após o banho.

Isso é o suficiente para manter seus ouvidos sempre limpos!



 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O trabalho fonoaudiológico com usuários de Implante Coclear

O que é o Implante Coclear?

O Implante Coclear é um dispositivo, também conhecido como "ouvido biônico", que permite a transmissão do sinal elétrico ao nervo auditivo, com o objetivo de ser decodificado pelo córtex cerebral e proporcionar aos seus usuários sensação auditiva próxima do normal. Em outras palavras, IC realiza a função das células ciliadas internas lesadas ou ausentes.


Re(Habilitação)

A habilitação ou reabiltação auditiva, em usuários de Implante Coclear (IC), têm como principais objetivos o treinamento auditivo, visando o desenvolvimento da linguagem oral e das habilidades auditivas, de forma satisfatória, possibilitando assim uma comunicação efetiva e um adequado desenvolvimento global ao indivíduo.
A fim de se alcançar o objetivo proposto, são utilizadas abordagens terapêuticas específicas de acordo com época de aquisição da deficiência auditiva e idade do paciente, para assim, maximizar o desempenho das habilidades auditivas com o IC. A terapia fonoaudiológica deve ser, preferencialmente, realizada em sessões individuais, com frequência de duas a três sessões por semana. O planejamento terapêutico é realizado de acordo com as necessidades do indivíduo, ou seja, a conduta é diferente para cada caso.
Vale salientar que o sucesso de um tratamento não pode ser atribuído a apenas um profissional, se faz necessário que o trabalho seja desenvolvido por uma equipe multiprofissional, com profissionais como: Otorrinolaringologistas, Fonoaudiólogos, Psicólogos e Assistentes Sociais.

 


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O que você precisa saber sobre Fonoaudiologia & Educação

O Fonoaudiólogo Educacional


A atuação fonoaudiológica na área da educação deve voltar-se para o desenvolvimento da aprendizagem e da comunicação oral e escrita, bem como da saúde vocal e das funções estomatognáticas. O modelo de assessoria/consultoria deve ser privilegiado.

É papel do fonoaudiólogo:
  • Desenvolver programas de capacitação para professores;
  • Criar, promover e desenvolver programas que potencializem as habilidades linguísticas dos alunos ligadas principalmente à aquisição da leitura e escrita;
  • Desenvolver programas de saúde auditiva e vocal para alunos e professores;
  • Acompanhar as crianças que realizam tratamento fonoaudiológico, orientando pais, professores e equipe pedagógica;
  • Realizar avaliações breves com o objetivo de identificar rapidamente problemas de comunicação em alunos e professores;
  • Identificar os problemas fonoaudiológico se de aprendizagem mais frequentes na comunidade escolar.
Fonoaudiologia e Aprendizagem 


A aprendizagem e a construção do conhecimento devem acontecer de forma natural, espontânea e prazerosa no ambiente escolar. Como isso às vezes não acontece, a equipe escolar deve buscar as causas das  dificuldades, que podem dizer respeito à própria criança ou a questões ambientais.




Com relação à criança o fonoaudiólogo deve verificar:

  • Condições cognitivas e emocionais;
  • Integridade e maturidade do sistema nervoso central;
  • Percepções visuais, auditivas e motoras;
  • Orientação espacial e temporal;
  • Habilidades de linguagem oral e escrita;
  • Funções estomatognáticas.


Com relação ao ambiente ele deve verificar: 

  • Qualidade sonora da sala de aula;
  • Número de alunos por atividades desenvolvidas;
  • Atividades que criem o desejo de aprender-motivação; 
  • Uso eficiente da linguagem entre professor e aluno.

Como identificar problemas de aprendizagem?

Os pais e profissionais da Saúde e Educação devem estar atentos a estes aspectos:
  • Desempenho escolar abaixo da média;
  • Falta de atenção;
  • Dificuldades em leitura e escrita;
  • Dificuldades em Matemática;
  • Dificuldades cognitivas;
  • Dificuldades nas atitudes de trabalho e na interação com o outro;
  • Além destes sinais, podem aparecer: falta de vontade de ir para a escola, autoestima baixa e somatizações (dores de cabeça, de barriga e até vômitos e febre).
Como prevenir problemas de aprendizagem?

As crianças com histórico de dificuldades de aquisição de linguagem podem ter problemas de aprendizagem em fase escolar. Desta forma, ficar atento e acompanhar estas crianças é fundamental.

Inclusão e Educação: Interfaces com a Fonoaudiologia

A inclusão é o movimento que reafirma o direito de toda pessoa ser respeitada pela sociedade em seus diversos círculos de convivência, entre eles a ESCOLA. Nesse âmbito é necessário um trabalho interdisciplinar para desenvolver o aprendizado do indivíduo.
Cabe ao fonoaudiólogo lidar com esse paradigma, implementando, acompanhando e promovendo o diálogo em sua área de conhecimento.




quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O que você deve saber sobre Habilidades Auditivas

Para adquirir a fala, inicialmente a criança deve desenvolver algumas habilidades auditivas. São elas: detecção, discriminação, reconhecimento e compreensão.

Trabalhar com ATENÇÃO e com a MEMÓRIA para os sons é muito importante para que as habilidades auditivas e linguagem se desenvolvam bem!

Mas o que é cada uma delas?
  • Detecção: Habilidade de perceber ausência e presença de sons;
  • Discriminação: Habilidade de diferenciar dois ou mais sons e perceber se são iguais ou diferentes;
  • Reconhecimento: Habilidade na qual a criança deve ser capaz de reconhecer os sons nomeando-os, identificando a sua fonte e saber o que o produziu;
  • Compreensão: Habilidade de responder perguntas, recontar histórias e seguir instruções.
Se seu filho (a) é portador de alguma deficiência auditiva e faz uso de dispositivo auxiliar de audição (AASI/ Implante Coclear) existem algumas dicas que irá ajudá-lo a melhorar a comunicação com ele. São elas:

- Fale no mesmo nível da face da criança;
- Fale próximo ao microfone do dispositivo;
- A voz sussurrada permite ênfase maior nos sons agudos.

Algumas dicas:
  • Para que seu filho (a) desenvolva as habilidades auditivas é necessário ter certeza de que ele está ouvindo, para isso verifique se o dispositivo auxiliar de audição dele (a) está funcionando adequadamente;
  • Motive seu filho (a) a usar o dispositivo auxiliar de audição(AASI/ Implante Coclear);
  • Os pais devem ajudar a criança a dar significado aos sons. Ouvir deve ter sempre uma razão!
  • Ajude seu filho (a) a aprender a escutar, motivando e praticando sempre;
  • Chame seu filho (a) somente quando quiser conversar ou tiver algo a falar com ele! Evite testar a audição o tempo todo...
  • Quando um barulho (cachorro latindo, pessoas conversando, chuva, carro, etc.) estiver acontecendo no ambiente, coloque o dedo próximo à sua orelha e chame a atenção da criança para estes sons!


 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ABC da Audição Infantil

O Audiograma

É o registro escrito do quanto o seu filho é capaz de ouvir (níveis de intensidade). Ele é um gráfico que mostra como um determinado som precisa ser ouvido em tons diferentes. No diagrama abaixo, você pode perceber que o discurso ocorre numa faixa de 30 dB de intensidade, sendo o som "f" como um dos mais suaves (ex. Fui) e o "l" como um dos mais fortes. Isso significa que crianças com perda auditiva podem "ouvir" muitas vezes quando alguém está falando, mas podem não entender esses sons da fala de forma clara a ponto de não conseguir diferenciar uma palavra da outra.

Perda Auditiva na Infância

É o comportamento da audição que reduz a capacidade da criança de ouvir e entender a fala, dificultando sua comunicação e afetando diretamente seu processo de aprendizagem.

Os primeiros 4 anos de vida são críticos para o desenvolvimento da fala e da linguagem. Portanto a identificação precoce da perda auditiva é fundamental.

Causas da Perda Auditiva


A causa exata da perda auditiva em uma criança pode ser difícil de se identificar. Pode ser devido à alterações genéticas, uma infecção que a mãe tenha adquirido no período gestacional ou medicamentos utilizados pelo bebê em prol de alguma enfermidade após o nascimento. Além disso, ela pode aparecer juntamente com outras intercorrências durante o nascimento.

Sinais e Sintomas
  • Falta de atenção e/ou dificuldades comportamentais;
  • Baixo rendimento escolar;
  • Isolamento e/ou agitação;
  • Frequente uso de expressões "Hã" / "O que?";
  • Sentar próximo à televisão mesmo quando o volume estiver alto;
  • Virar a face para uma determinada orelha quando outra pessoa estiver falando com ela;
  • Não se assustar com sons intensos;
  • Utilização constante do apoio visual: observar a face de quem fala durante a conversa;
  • Não conseguir localizar, com precisão, a fonte sonora.




terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A importância da audição no desenvolvimento da Linguagem

A linguagem é desenvolvida e não ensinada.

Todas as crianças levam cerca de 1 ano para adquirir palavras específicas e entender como a linguagem é utilizada, mesmo antes de falar a primeira palavra. Conforme elas crescem, aprendem a expandir seu vocabulário e conceitos conhecidos, ao ouvir explicações e instruções, ou através de respostas às suas perguntas. Elas aprendem com o que ouvem ao seu redor. Quanto mais linguagem a criança puder entender, melhor será para ela se expressar.

A seguir veremos as fases do desenvolvimento de linguagem em crianças com audição e desenvolvimento normais:

0 - 3 meses:
  • Assusta-se com sons altos;
  • Tranquiliza-se com a voz do cuidador.
3 - 6 meses:
  • Reage ao som da voz;
  • Gira os olhos e cabeça em direção à fonte sonora.
7 - 10 meses:
  • Responde ao próprio nome;
  • Entende palavras comuns (não, mamãe, papai);
  • Movimenta a cabeça em direção a sons familiares.
11 - 15 meses:
  • Localiza ou aponta para objetos familiares quando solicitado;
  • Imita e combina sons com sua própria fala;
  • Entende palavras, através de respostas apropriadas (Onde está o cachorro?...) 
15 - 18 meses:
  • Identifica as coisas em repostas a questões, tais como partes do corpo;
  • Utiliza poucas palavras, ainda sem pronúncia correta, mas com significado claro;
  • Segue instruções simples.
2 anos:
  • Entende perguntas sim/não;
  • Utiliza palavras do dia-a-dia; gosta de ver figuras e mostrá-las nos livros;
  • Interesse por rádio e televisão;
  • Junta palavras para formar sentenças simples;
  • Gosta de músicas;
  • Vocabulário com aproximadamente 270 palavras.
3 anos:
  • Entende e utiliza verbos simples, pronomes e adjetivos;
  • Localiza fonte sonora automaticamente;
  • Frequentemente utiliza sentenças completas;
  • Vocabulário com aproximadamente 1000 palavras.
4 anos:
  • Descreve algumas experiências recentes;
  • Descreve eventos e relata 2 fatos na ordem que aconteceram;
  • Nomeia seus próprios desenhos;
  • Vocabulário com aproximadamente 1500 palavras.
5 anos
  • Fala inteligível;
  • Constrói orações com 5 a 6 palavras;
  • Utiliza o tempo presente, passado, futuro nos verbos;
  • Articula corretamente todos os fonemas;
  • Vocabulário com aproximadamente 2000 palavras.
6 anos
  • Nomeia os dias da semana e conta de 1 a 30;
  • Conta uma história de 4 a 5 fatos;
  • Inicia o processo de leitura e escrita;
  • Sabe o significado e usa corretamente as palavras "hoje", "ontem" e "amanhã";
  • Relata experiências diárias.
7 anos
  • Interessa-se pela escrita e pelo significado das palavras;
  • Conversa muito ao telefone;
  • Capaz de apontar semelhanças existentes entre 2 objetos simples.
8 anos:
  • Grande interesse pela leitura;
  • Usa gírias;
  • Capaz de apontar as semelhanças e diferenças entre objetos simples;
  • Capaz de verbalizar idéias e problemas.
9 - 12 anos:
  • Já possui linguagem socializada;
  • Fala fluente como o adulto;
  • Utiliza a linguagem para expressar emoções.
Qualquer alteração no desenvolvimento de linguagem de sua criança, você deve procurar a orientação do profissional especializado. Fale com o Fonoaudiólogo!



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Triagem Auditiva Neonatal - É lei federal

No dia 02/08/2010, o presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei 3842/97 de autoria do senador Inácio Arruda que tornou obrigatório a realização do exame Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA), popularmente conhecido como Teste da Orelhinha.

Inicialmente o exame era realizado apenas nos bebês considerados de alto risco, ou seja bebês prematuros ou quaisquer outros neonatos que permaneceram internados em UTIs neonatais.

Em algumas cidades do Brasil, o exame já era realizado regido por leis municipais. Os hospitais do SUS foram os pioneiros ao aderirem a lei, beneficiando todos os neonatos, e os hospitais privados estão se adaptando à nova realidade.

A realização do exame é tranquila. Trata-se de um procedimento não invasivo e indolor. O profissional utiliza um aparelho específico Emissões Otoacústicas Evocadas, insere a oliva no conduto auditivo - ouvido externo do recém- nascido e aciona o aparelho, este libera um estímulo sonoro que percorre o ouvido e estimula a cóclea e posteriormente o aparelho capta a resposta do ouvido.

O exame é considerado passa-falha e como rotina é realizado o reteste da orelha que falhou em um intervalo de 10 a 15 dias. É comum exames realizados em alta hospitalar precoce falhar, devido à presença de vérnix dentro do conduto auditivo ou na região externa do pavilhão auricular, o intervalo sugerido para a realização do primeiro reteste é suficiente para que haja absorção da substância e obtenha-se resposta positiva do exame. Nos casos onde o exame é negativo após o primeiro reteste, faz-se o agendamento de outro com mais 15 dias de intervalo, caso falha novamente, o paciente é encaminhado para avaliação auditiva mais específica, rotineiramente se utiliza o PEATE (Potencial Auditivo Evocado de Tronco Encefálico, também conhecido como "Audiometria de Tronco Encefálico", trata-se de um registro de atividade elétrica do sistema auditivo a nível periférico e central. Ao finalizar diagnóstico o paciente é encaminhado para protetização e reabilitação profissionais.

O Teste da Orelhinha beneficia e continuará beneficiando milhares de pacientes que antes à Lei eram diagnosticados com surdez por volta dos 3 anos ou mais e por ser descoberto tardiamente muitas vezes não tinham a chance de adquirir um estímulo adequado e satisfatório de fala e linguagem.









terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Áreas de Atuação do Fonoaudiólogo

  • AUDIOLOGIA: Saúde da audição e do equilíbrio em todas as etapas da vida; diagnóstico e (re) habilitação de deficiências auditivas, indicação e acompanhamento do uso de próteses auditivas e implantes cocleares. 

  •  LINGUAGEM: Desenvolvimento da linguagem oral e escrita, dificuldades para falar ou perda da fala e problemas na aprendizagem.

  • VOZ: Tratamento dos problemas na voz e como fazer para mantê-la saudável. Atua com os profissionais da voz.  


  • MOTRICIDADE OROFACIAL: Alterações na musculatura facial e nas funções de sucção, deglutição, mastigação,respiração e fala.

  •  DISFAGIA: Dificuldades na alimentação, principalmente para engolir. 

  • FONOAUDIOLOGIA EDUCACIONAL: Ações e programas que otimizem o processo ensino-aprendizagem, envolvendo a promoção da saúde do professor e alunos.

  • SAÚDE COLETIVA: Conhecimentos e ações voltadas para a proteção, prevenção e promoção da saúde fonoaudiológica da população.