quarta-feira, 21 de março de 2018

21 de março - Dia Internacional da Síndrome de Down



Dentre os 365 dias do ano, o “21/03” foi inteligentemente escolhido porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia). A ideia surgiu na Down Syndrome Internacional, na pessoa do geneticista da Universidade de Genebra, Stylianos E. Antonorakis, e foi referendada pela Organização das Nações Unidas em seu calendário oficial.

Mais interessante ainda que a origem da data, é a sua razão de existir. Afinal, por que comemorar uma síndrome?!
Oficialmente estabelecida em 2006 e amplamente divulgada, essa data tem por finalidade dar visibilidade ao tema, reduzindo a origem do preconceito, que é a falta de informação correta. Em outras palavras, combater o “mito” que teima em transformar uma diferença num rótulo, numa sociedade cada vez mais sem tempo, sensibilidade ou paciência para o “diferente”.
A Síndrome de Down foi descoberta em 1862 pelo médico britânico John Langdon Down (que bem podia chamar-se John Up, pra colaborar…!), e apesar de ainda estarmos em situação muito distante da ideal, nesse intervalo de 153 anos muitos foram os avanços no âmbito da ciência e da sociedade, de forma especial nas últimas três décadas. Basta você observar com os casos da síndrome aparentemente “aumentaram”. Mas não. É que antigamente as crianças ou adultos com a síndrome pouco saíam de casa, infelizmente….
Por falar nisso, essa participação social é uma das questões que a celebração dessa data, já em sua 10ª edição, visa destacar: a Síndrome de Down não é uma doença, e não impede, de maneira nenhuma, que o indivíduo tenha uma vida social normal (se é que esse termo ainda faz algum sentido). E, nessa questão, já se emenda uma outra, igualmente importante: a inclusão. Felizmente, hoje em dia, isso é lei, mas muitas pessoas ainda desconhecem: criança com Síndrome de Down (ou qualquer outra dificuldade de aprendizado) tem que ser matriculada em escola regular. Isso mesmo, junto com todas as outras crianças. Essa convivência é extremamente saudável para todos, e a conduta mais eficiente para o aprendizado pedagógico – que se torna um pouco mais demorado devido àquele terceiro cromossomo, mas acontece.
Essa data visa chamar a atenção especialmente das pessoas pouco informadas sobre as capacidades das pessoas com a Síndrome de Down. Elas possuem tantas outras características quanto os demais seres humanos, ou seja, a síndrome não as define. É muito importante que todos saibam (outra tarefa do 21/03) que cada pessoa com síndrome de Down também tem gostos específicos, personalidade própria e individual, habilidades e vocações distintas entre si. Portanto, devem ser evitados os “rótulos” provocados por expressões do tipo “Ah, como ‘os Downs” são carinhosos!” ou “Eles são todos tão teimosos, não?!”… Em respeito à individualidade de qualquer ser humano, esse tipo de generalização não deve ser aplicada a nenhum grupo, nem a este, por melhor que seja a intenção de quem o faz.
Obviamente o diagnóstico genético carrega consigo algumas especificidades, como, por exemplo, a cardiopatia (problemas no coração), presente em aproximadamente 50% dos casos; às vezes problemas de audição e/ou visão; atraso no desenvolvimento intelectual e da fala, dentre alguns outros. Mas são questões pontuais e de saúde, a serem detectadas e tratadas medica e terapeuticamente, de maneira que não definem qualquer prognóstico, ou seja, ninguém jamais pode prever até onde pode chegar o desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down – assim como das demais pessoas. Elas devem ser estimuladas a terem sonhos e projetos, crescerem, estudarem e trabalharem como qualquer ser humano, e têm todo o direito de lutar pela sua total autonomia, sem que sua condição genética represente qualquer tipo de barreira. Ou existe alguém que não possui limitações?!
Na verdade, toda convivência saudável entre amigos e familiares, colegas e sociedade, de maneira atenta a todo tipo de diversidade, é sempre muito enriquecedora. O mesmo acontece quando você tem a oportunidade de conviver com uma pessoa com a Síndrome de Down. Olhe para ela, e não para a síndrome, e você vai descobrir um ser humano tão incrível quanto você.


  Por Luciana Bettiol, Ativadora da Rede do Movimento Down.

  Saiba mais! Acesse: http://www.movimentodown.org.br/

sexta-feira, 16 de março de 2018

Vamos falar do TDAH?

O que é o TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de predomínio genético, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por três sintomas: déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade.
e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida - See more at: http://www.tdah.org.br/br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html#sthash.jCKcCmT6.dpuf
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O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola, não só no que diz respeito as questões comportamentais (relação com as demais crianças, pais e professores), mas também ao rendimento escolar.

Sintomas em crianças e adolescentes:

As crianças com TDAH, em especial os meninos, são agitadas ou inquietas. Freqüentemente têm apelido de "bicho carpinteiro" ou coisa parecida. Na idade pré-escolar, estas crianças mostram-se agitadas, movendo-se sem parar pelo ambiente, mexendo em vários objetos como se estivessem “ligadas” por um motor. Mexem pés e mãos, não param quietas na cadeira, falam muito e constantemente pedem para sair de sala ou da mesa de jantar.

Elas têm dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes. Elas são facilmente distraídas por estímulos do ambiente externo, mas também se distraem com pensamentos "internos", isto é, vivem "voando". Nas provas, são visíveis os erros por distração (erram sinais, vírgulas, acentos, etc.). Como a atenção é imprescindível para o bom funcionamento da memória, elas em geral são tidas como "esquecidas": esquecem recados ou material escolar, aquilo que estudaram na véspera da prova, etc. (o "esquecimento" é uma das principais queixas dos pais). Quando elas se dedicam a fazer algo estimulante ou do seu interesse, conseguem permanecer mais tranqüilas. Isto ocorre porque os centros de prazer no cérebro são ativados e conseguem dar um "reforço" no centro da atenção que é ligado a ele, passando a funcionar em níveis normais. O fato de uma criança conseguir ficar concentrada em alguma atividade não exclui o diagnóstico de TDAH. É claro que não fazemos coisas interessantes ou estimulantes desde a hora que acordamos até a hora em que vamos dormir: os portadores de TDAH vão ter muitas dificuldades em manter a atenção em um monte de coisas.

Elas também tendem a ser impulsivas (não esperam a vez, não lêem a pergunta até o final e já respondem, interrompem os outros, agem antes de pensar). Freqüentemente também apresentam dificuldades em se organizar e planejar aquilo que querem ou precisam fazer.
Seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual. O TDAH não se associa necessariamente a dificuldades na vida escolar, embora esta seja uma queixa freqüente de pais e professores. É mais comum que os problemas na escola sejam de comportamento que de rendimento (notas).

Um aspecto importante: as meninas têm menos sintomas de hiperatividade-impulsividade que os meninos (embora sejam igualmente desatentas), o que fez com que se acreditasse que o TDAH só ocorresse no sexo masculino. Como as meninas não incomodam tanto, eram menos encaminhadas para diagnóstico e tratamento médicos. - See more at: http://www.tdah.org.br/br/sobre-tdah/quadro-clinico.html#sthash.ILnEqOMo.dpuf
Quais são as causas do TDAH?

São várias as causas e condições citadas, dentre elas estão: a hereditariedade, substâncias ingeridas na gravidez, sofrimento fetal, exposição à chumbo, problemas familiares etc.

Estudos científicos mostram que portadores de TDAH tem alterações na região frontal e as suas conexões com as demais partes do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.

O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento do sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informações entre as células nervosas (neurônios).

Como ocorre o diagnóstico do TDAH?

O diagnóstico correto e preciso do TDAH se faz através de uma avaliação multidisciplinar,  de forma  observacional e clínica do indivíduo, por meio de  levantamento de aspectos do desenvolvimento e análise de exames de neuroimagem, bem como com aplicação de manuais específicos e escalas de avaliação comportamental. 
Vale salientar ainda, que é importante a troca de informações com a escola.

Se você quer saber mais sobre TDAH, abaixo segue link do site Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA):


Conheça e entenda a Disgrafia


A Disgrafia é o transtorno da escrita, de origens funcionais, que surge nas crianças com adequado desenvolvimento emocional e afetivo, onde não existem problemas de lesão cerebral, alterações sensoriais ou história de ensino deficiente do grafismo da escrita. 


O problema acarretado por estas causas é sempre a dificuldade de coordenar a letra para a escrita e por estes fatores, é também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve muito lentamente e acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra ilegível. A Disgrafia, porém, não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual.

As características são:


- Lentidão na escrita/Letra ilegível;
- Escrita desorganizada;
- Traços irregulares: ou muito fortes que chegam a marcar o papel ou muito leves;
- Desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial;
- Desorganização do texto, pois não observam a margem parando muito antes ou ultrapassando. Quando este último acontece, tende a amontoar letras na borda da folha;
- Desorganização das letras: Letras retocadas, hastes mal feitas, atrofiadas, omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos contrários à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo);
- Desorganização das formas: tamanho muito pequeno ou muito grande, escrita alongada ou comprida;
- O espaço que dá entre as linhas, palavras e letras são irregulares;
- Liga as letras de forma inadequada e com espaçamento irregular.



O disgráfico não apresenta características isoladas, mas um conjunto de algumas destas citadas acima.

São dois tipos de Disgrafia:


Disgrafia Motora (Discaligrafia) - A criança consegue falar e ler, mas encontra dificuldades na coordenação motora fina para escrever as letras, palavras e números, ou seja, vê a figura gráfica, mas não consegue fazer os movimentos para escrever; 

Disgrafia Perceptiva - Não consegue fazer relação entre o sistema simbólico e as grafias que representam os sons, as palavras e frases. Possui as características da Dislexia sendo que esta está associada à leitura e a Disgrafia está associada à escrita.

O que é a Disortografia? Já ouviu falar nisso?


O Transtorno Específico da Escrita, conhecido como Disortografia, é uma alteração na planificação da linguagem escrita, que causa transtornos na aprendizagem da ortografia, gramática e redação, apesar do intelecto e nível de escolaridade do indivíduo estarem de acordo com a idade. Disortografia, portanto, compreende um padrão de escrita que foge às regras ortográficas estabelecidas convencionalmente, que regem determinada língua. 

Características

As características da Disortografia fazem parte do processo de apropriação do sistema ortográfico da língua, mas são superadas ao longo da escolarização. A Disortografia se dá pela dificuldade de fixar as formas ortográficas das palavras, apresentando como sintomas típicos a substituição, omissão e inversão dos grafemas, alteração na segmentação de palavras, persistência do apoio da oralidade na escrita e dificuldade na produção de textos.

Achados

A Disortografia é parte do quadro da dislexia do desenvolvimento. Crianças com o transtorno possuem o sistema fonológico deficiente, ocasionando alterações na conversão letra-som. Assim, a correspondência letra-som não é armazenada, provocando leitura e escrita lenta, confusão entre as palavras similares tanto na leitura como na escrita e compreensão da leitura e escrita ineficiente.

Avaliação

A avaliação da ortografia deve trazer informações do nível ortográfico que a criança se encontra, revelando quais são os tipos de erros ortográficos e sua frequência de ocorrência na escrita. 

De forma geral, deve conter a observação dos próprios trabalhos escolares, ditado sem correção e auto corrigido, escrita de textos longos e curtos, ditado de pseudopalavras, cópia, ditado de letras, escrita de palavras a partir de figuras, ditado de frases e palavras, completar palavras com um ou mais grafemas, completar frases com palavras, tarefa de erro intencional, que fornece informação sobre o nível de conhecimento ortográfico e composição da escrita.

Acredito que para se obter melhores condições de aprendizagem da criança, se faz necessário um acompanhamento multidisciplinar com profissionais como: psicólogo, psicopedagogo e fonoaudiólogo, um ambiente educacional acolhedor e estimulante, assim como o engajamento da família no processo terapêutico. Desta forma, a criança terá uma qualidade de vida escolar adequada para a continuidade do desenvolvimento da relação ensino-aprendizagem.

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Entenda o que é a Dislexia


É um transtorno caracterizado pela dificuldade específica e persistente da leitura e escrita, de origem neurofuncional, caracterizado por um inesperado e substancial baixo desempenho da capacidade de ler e escrever, apesar da adequada instrução formal recebida, da normalidade do nível intelectual, e da ausência de déficits sensoriais (auditivos e visuais). (Conceito atual proposto pela Organização Mundial da Saúde).

A avaliação diagnóstica da dislexia é essencialmente interdisciplinar (Médico, Psicólogo, Fonoaudiólogo, etc). 

Alguns Sinais da Dislexia:
• Dificuldade de leitura;
• Leitura lenta, com dificuldade em reconhecer palavras que não são freqüentes;
• Dificuldade para compreender o que leu;
• Dificuldade para acompanhar uma conversa, para entender um programa na televisão;
• Dificuldade com orientação espacial (se perde, não consegue encontrar o endereço);
• Dificuldade com mapas; com dicionários;
• Dificuldade para seguir uma rotina: se perde do dia-a-dia
• Dificuldade com orientação temporal (dias da semana, meses do ano, ontem, hoje, amanhã);
• Dificuldade com horários: chegar muito cedo, ou chegar atrasada ou esquecer um compromisso;
• Dificuldade para compreender textos;
• Dificuldade para elaborar textos escritos
• Dificuldade para aprender idiomas;
• Dificuldade para terminar uma tarefa dentro de um tempo;
• Dificuldade para decorar tabuada;
• Falta de hábito de leitura;
• Dificuldade com ortografia (escrita com erros).

Outras pessoas da família também podem apresentar as mesmas dificuldades (incidência familial).
Para saber mais sobre a dislexia, acesse: www.andislexia.org.br (Associação Nacional de Dislexia) e www.institutoabcd.org.br. (Instituto ABCD).

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A amamentação e a Fonoaudiologia



Para o fonoaudiólogo, amamentar o bebê significa prepará-lo para falar, já que o aleitamento materno promove o crescimento osteomuscular harmonioso, equilíbrio da musculatura oral, arcadas dentárias, língua e estimula a respiração nasal. O aleitamento materno é a academia do bebê. Para que haja um bom padrão articulatório, é necessária uma estimulação desde o nascimento. As estruturas envolvidas no ato de sugar serão as mesmas estruturas utilizadas mais tarde para mastigar e falar.

O posicionamento adequado do bebê durante a amamentação é muito importante para que haja uma pega correta e não machuque os mamilos. A mãe deve sentar de forma confortável em um ambiente mais tranqüilo quando possível, apoiar o braço que vai segurar a cabeça do bebê em um ângulo de 90 graus e levar o seu filho até a mama, nunca a mama até ele. Não segurar a mama com os dedos em formato de tesoura. O bebê deve ficar um pouco inclinado, com sua cabeça mais alta que o corpo, sua barriga bem virada e próxima a barriga da mãe e a boca deve estar bem aberta para abocanhar todo o mamilo e parte da aréola.

DICA: Hidratar seu mamilo é importante para que não haja fissuras, por isso, extraia algumas gotas do seu próprio leite, passe sobre eles e deixe-os secar, repita esse procedimento após o banho e antes e depois de cada mamada.

A amamentação no seio também beneficia a criança em relação ao aspecto nutritivo e estabelece o vínculo entre mãe e filho, além disso, as mães passam a ter reduzido risco de câncer de mama, útero e ovário e recuperam a forma física mais rapidamente, pois quando ela está amamentando o útero se contrai, diminuindo assim de tamanho, além de ser prático e econômico.

Depois de saber de todos esses benefícios que a amamentação proporciona para mãe e filho, amamente seu bebê exclusivamente no peito pelo menos até os seis meses de vida.






quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Dia Mundial do Câncer



O Dia Mundial do Câncer, desde 2005, foi instituído para a data de 04 de fevereiro pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC). O objetivo é conscientizar a população sobre a doença, uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. A campanha de 2015 tem uma abordagem positiva e pró-ativa para a luta contra o câncer e está alicerçada em quatro eixos:

- A escolha de uma vida saudável;
- Detecção precoce;
- A realização de tratamento para todos;
- Maximizar a qualidade de vida.

Quer saber mais?


Acesse: http://www.worldcancerday.org/about-world-cancer-day-2015