sexta-feira, 16 de março de 2018

O que é a Disortografia? Já ouviu falar nisso?


O Transtorno Específico da Escrita, conhecido como Disortografia, é uma alteração na planificação da linguagem escrita, que causa transtornos na aprendizagem da ortografia, gramática e redação, apesar do intelecto e nível de escolaridade do indivíduo estarem de acordo com a idade. Disortografia, portanto, compreende um padrão de escrita que foge às regras ortográficas estabelecidas convencionalmente, que regem determinada língua. 

Características

As características da Disortografia fazem parte do processo de apropriação do sistema ortográfico da língua, mas são superadas ao longo da escolarização. A Disortografia se dá pela dificuldade de fixar as formas ortográficas das palavras, apresentando como sintomas típicos a substituição, omissão e inversão dos grafemas, alteração na segmentação de palavras, persistência do apoio da oralidade na escrita e dificuldade na produção de textos.

Achados

A Disortografia é parte do quadro da dislexia do desenvolvimento. Crianças com o transtorno possuem o sistema fonológico deficiente, ocasionando alterações na conversão letra-som. Assim, a correspondência letra-som não é armazenada, provocando leitura e escrita lenta, confusão entre as palavras similares tanto na leitura como na escrita e compreensão da leitura e escrita ineficiente.

Avaliação

A avaliação da ortografia deve trazer informações do nível ortográfico que a criança se encontra, revelando quais são os tipos de erros ortográficos e sua frequência de ocorrência na escrita. 

De forma geral, deve conter a observação dos próprios trabalhos escolares, ditado sem correção e auto corrigido, escrita de textos longos e curtos, ditado de pseudopalavras, cópia, ditado de letras, escrita de palavras a partir de figuras, ditado de frases e palavras, completar palavras com um ou mais grafemas, completar frases com palavras, tarefa de erro intencional, que fornece informação sobre o nível de conhecimento ortográfico e composição da escrita.

Acredito que para se obter melhores condições de aprendizagem da criança, se faz necessário um acompanhamento multidisciplinar com profissionais como: psicólogo, psicopedagogo e fonoaudiólogo, um ambiente educacional acolhedor e estimulante, assim como o engajamento da família no processo terapêutico. Desta forma, a criança terá uma qualidade de vida escolar adequada para a continuidade do desenvolvimento da relação ensino-aprendizagem.

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